No movimento de reconfiguração da formação docente um aspecto parece constituir objeto de consenso: a possibilidade
da presença das chamadas “novas tecnologias” ou, mais precisamente,
das tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Essa presença
tem sido cada vez mais constante no discurso pedagógico, compreendido
tanto como o conjunto das práticas de linguagem desenvolvidas
nas situações concretas de ensino quanto as que visam a atingir um nível
de explicação para essas mesmas situações. Em outras palavras, as
TIC têm sido apontadas como elemento definidor dos atuais discursos
do ensino e sobre o ensino, ainda que prevaleçam nos últimos. Atualmente,
nos mais diferentes espaços, os mais diversos textos sobre educação
têm, em comum, algum tipo de referência à presença das TIC no
ensino. Entretanto, a essa presença têm sido atribuídos sentidos tão diversos
que desautorizam leituras singulares. Assim, se aparentemente
não há dúvidas acerca de um lugar central atribuído às TIC, também
não há consenso quanto à sua delimitação.